5º FÓRUM MELHOR RH ESG E COMUNICAÇÃO – ARQUITETURA DO NOVO
“Você é simplesmente impassável”, disse a porta à Alice. Para se encaixar, ela se encolheu, só para, logo depois, perceber que o problema não era o seu tamanho, mas a forma da estrutura ao seu redor. O País das Maravilhas é uma ficção, mas a tentativa de diminuir a pluralidade humana para fazê-la caber em moldes corporativos rígidos sempre foi uma realidade do mercado.
Por muito tempo, as empresas operaram sob essa premissa: esperando que os profissionais se adaptassem a processos engessados, culturas inflexíveis e jornadas padronizadas, descartando quem não se alinhasse ao perfil tradicional. Hoje, esse modelo expõe suas fragilidades. Diante das transformações trazidas pela emergência climática, pela automação e pelo avanço da Inteligência Artificial, a conta da inflexibilidade chegou. Não são mais as pessoas que precisam se diminuir para caber nas organizações, são as estruturas corporativas que precisam se expandir, adaptar e humanizar seus processos.
É nesse ponto que a agenda ESG deixa de ser um mero discurso institucional para se tornar um eixo de sobrevivência do negócio. A verdadeira inclusão não se resume a cumprir cotas, mas a repensar a arquitetura do trabalho.
As evidências comprovam o impacto estrutural dessa maturidade: segundo o estudo The Disability Inclusion Imperative, da Accenture, empresas identificadas como líderes em inclusão de PCDs registram receitas 28% maiores e margens de lucro econômico 30% superiores. No entanto, o avanço ainda é lento e desigual. Já o Global Gender Gap Report 2026, do World Economic Forum, revela que a paridade global de gênero atingiu apenas 69,2%, estimando que serão necessários 120 anos para fechar essa lacuna se as políticas de cuidado, flexibilidade e liderança não mudarem radicalmente.
A expansão da IA exige a requalificação de equipes e a valorização de competências essencialmente humanas, enquanto as mudanças climáticas cobram protocolos concretos de segurança, bem-estar e gestão de riscos. É exatamente aqui que a Comunicação e a Governança assumem seu papel mais crítico: são elas que garantem a transparência, evitam o desalinhamento entre o discurso externo e a prática interna e constroem pontes de confiança no diálogo com os colaboradores.
Se na literatura a porta parecia impassável, no mundo corporativo a mudança das estruturas não acontece por mágica, mas por decisão estratégica, planejamento e coerência entre o que se fala e o que se pratica. Nesta edição do Fórum Melhor RH, ESG e Comunicação, líderes e especialistas se reúnem para debater como alinhar gestão de pessoas, responsabilidade socioambiental e comunicação transparente, além de discutir a construção de ambientes neuroinclusivos e acessíveis, a aceleração da equidade de gênero, a ética no uso de IA, a resposta do RH às crises climáticas e a função da comunicação interna como agente fundamental de governança, integridade e transformação cultural nas organizações.
[PAINÉIS]:
Arquitetura do novo
Como identificar o que precisa ser abandonado, o que deve ser redesenhado e quais mudanças exigem compromisso da alta liderança
É tarde, é tarde!
Até quando o ESG pode esperar que a inércia se converta em compromissos e mudanças?
Quem é você, afinal?
Identidade humana e limites éticos em tempos de inteligência artificial
Muito barulho por nada
Multiplicação de canais, campanhas e notificações: como gerar compreensão e confiança
Institucional através do espelho
Qual ESG a empresa vê e qual, de fato, ela entrega?
A porta continua estreita
Como redesenhar critérios e ampliar processos seletivos, avaliações de desempenho e modelos de carreira
CTRL+C, CTRL+V
O risco das soluções prontas da IA para problemas que exigem julgamento humano
Sem cortar cabeças
Como construir mecanismos de governança e canais de contestação para driblar a pressão por consenso
Igualdade não tira férias
Os altos e baixos da agenda inclusiva como prioridade conforme o calendário e a liderança
Gestão do clima
Os desafios de adaptação e segurança frente às oscilações de temperatura para equipes externas e presenciais
Quem fiscaliza o fiscal?
Mecanismos de avaliação, transparência e responsabilização para lideranças
Na toca do coelho
Neurodiversidade na prática: se o mundo não é linear, por que o trabalho deveria ser?
O peso da camisa
Como (re)definir desempenho e engajamento sem premiar a exaustão
Futuro na planta do passado
A IA está sendo treinada refletindo qual cenário?
Clube fechado
Influência informal, modelos de liderança e critérios de promoção continuam impactando o acesso das mulheres escada corporativa
Meta para quem?
O compromisso do ESG é transversal, mas a responsabilidade não pode ser difusa
A pegada da nuvem
Como conciliar transformação tecnológica, eficiência operacional e responsabilidade ambiental?
Algoritmo como porta-voz
Os limites do uso de IA na produção de conteúdos internos e o risco de uma comunicação eficiente, mas impessoal
Muito barulho por nada
Multiplicação de canais, campanhas e notificações: como gerar compreensão e confiança
