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Saúde física e mental dos profissionais piora na pandemia

As empresas especializadas em psicologia e RH constatam que aumentou o número os profissionais em busca de atendimento psicológico e bem-estar

Muita coisa mudou desde o início da pandemia. Talvez a mais importante tenha sido o movimento das empresas que levou os profissionais do escritório para  casa. Passados mais de 120 dias do isolamento social, as pessoas se abrem a respeito de suas fragilidades — surgidas (ou pioradas) no período de home office.

Ficar dentro de casa em convivência com a família, para muitas pessoas, representa um problema. Nem todas conseguem lidar com a impaciência das crianças, o barulho de talheres e panelas na cozinha e, ao mesmo tempo, participar de videoconferências, falar ao telefone e enviar relatórios.

Essas dificuldades, somadas ao medo e à insegurança causados pela pandemia, levou ao aumento do número de atendimentos psicológicos. A Vittude , startup psicologia on e off-line é um exemplo. O número de pessoas cadastradas na plataforma saltou de 22 mil para 130 mil, desde a chegada do novo coronavírus no Brasil.

O faturamento da startup cresceu 350% e os funcionários que, em março, eram 13, agora são 39. A base de psicólogos subiu de 4 mil para 6 mil.

A Vittude também registra forte crescimento de seu produto corporativo, o Vittude Corporate. De março pra cá, a procura aumentou 500%. Em números, são 47 empresas que contrataram o serviço, cujo principal objetivo é auxiliar na saúde mental dos colaboradores das companhias.

Por outro lado, de acordo com os dados da 12ª edição do Índice de Confiança da Robert Half (ICRH), 37% dos profissionais notaram piora na saúde mental e bem-estar durante o período da quarentena, enquanto outros 33% não perceberam diferença e os demais (11%) sentiram uma melhora.

Para minimizar os efeitos da pandemia na saúde mental e bem-estar, 53% dos profissionais têm buscado alternativas on-line. A atividade física aparece como a principal (70%), seguida por meditação e mindfulness (25%) e terapia on-line (22%).

O que as empresas estão fazendo pelos colaboradores

Em relação às iniciativas das empresas para apoiar os colaboradores neste sentido, outro estudo da Robert Half, O Impacto da Covid-19 nos Negócios, mostra  que as principais medidas apontadas pelos executivos entrevistados foram:

1º – O uso de videoconferência para permitir que a alta administração transmita empatia e confiança aos funcionários.

– Desencorajar ou limitar horas extras para que os colaboradores possam manter um bom gerenciamento da vida pessoal-profissional.

3º – Benefícios para a saúde física e mental (por exemplo: bem-estar no local de trabalho, parcerias com academias ou academia própria, aulas de yoga, programas de mindfulness e resiliência).

– Oferecer oportunidades adicionais de treinamento voltadas ao desenvolvimento pessoal ou profissional.

5º- Oferecer aconselhamento confidencial.

“Naturalmente, a principal preocupação de muitos empresários e gestores é a reabertura. O cronograma e o escopo para que a força de trabalho volte ao escritório pode variar drasticamente de empresa para empresa. O importante é lembrar que, em todos os casos, não será apenas uma questão de abrir as portas e deixar todos retornarem ”, aponta Maria Eduarda Silveira, gerente de recrutamento da Robert Half. 

Para ela, uma abordagem cuidadosa e planejada para garantir a saúde, a segurança e o bem-estar de todos é o que fará a diferença neste momento e pode colaborar para aumentar a motivação e a lealdade dos colaboradores.

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