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Oferecido por FGV In Company

Quando contratar um programa de desenvolvimento de lideranças customizado ou enviar executivos para realizarem cursos em instituições de renome?

João Lins, diretor executivo FGV In Company, analisa como equilibrar programas customizados e cursos abertos no desenvolvimento das lideranças

de João Lins em 4 de setembro de 2026
desenvolvimento de lideranças

Os clientes sempre me perguntam se é melhor investir em programas de desenvolvimento de lideranças customizados (turmas fechadas) para a organização, ou se é melhor inscrever os executivos em programas existentes (turmas abertas), oferecidos de maneira ampla pelas escolas de negócios, nos quais os participantes têm oportunidade de interagir com colegas de diversos setores e organizações, ampliando sua rede de relacionamentos e entrando em contato com diferentes perspectivas.

Eu sempre defendo que a melhor decisão seria equilibrar as duas alternativas, realizando programas customizados para desenvolver competências estratégicas no time executivo de maneira coletiva e trabalhar o desenvolvimento individual em programas abertos. Temos observado com sucesso a combinação dessas duas estratégias nos nossos programas abertos da FGV Educação Executiva e Alta Gestão, bem como nos cursos customizados do FGV In Company.

Quando o desenvolvimento individual não basta

Contudo, um artigo científico (1) recentemente publicado na Academy of Management Learning & Education review, um dos periódicos científicos mais importantes no campo da educação e gestão, traz novos argumentos em prol da busca deste equilíbrio.

Nele, um grupo de pesquisadores latino-americanos com experiência global chama a atenção para o fato de que a vantagem competitiva proveniente do desenvolvimento de competências estratégicas e da capacidade de liderança é um fenômeno coletivo e que há amplas evidências científicas nos últimos 30 anos demonstrando que a capacidade do time executivo é mais relevante para a performance da organização do que o talento individual.

Dessa maneira, embora o aprendizado individual seja o elemento básico para a construção de capacidades organizacionais, são as iniciativas de desenvolvimento centradas no time que fazem a real diferença na construção das competências estratégicas de liderança, pois elas contribuem para uma melhora coletiva do processo de interpretação crítica das mudanças no ambiente, tomada de decisões e implementação da estratégia.

Um ambiente seguro não elimina a tensão

Os autores também chamam a atenção para o fato de que o desenho dos programas capazes de gerar tal efeito precisa combinar experiências que levem o grupo a experimentar um nível de tensão produtiva e criativa. Isso deve ocorrer dentro de um ambiente seguro para as interações, que leve o grupo a aprimorar sua dinâmica de relacionamento e enfrentamento de desafios competitivos; também a analisar problemas e situações com uma perspectiva multinível e fazer conexões com estruturas conceituais amplas.

Para que esta abordagem seja bem-sucedida, é importante também que os participantes convivam com um tipo de autoridade dual, provida pelo principal stakeholder da iniciativa, normalmente o CEO, e pelos professores/facilitadores que conduzem o programa, consubstanciada na sua notoriedade e experiência sólida na condução de experiências dessa natureza.

Se quiser saber mais sobre como o FGV In Company tem conduzido programas customizados para times de lideranças em empresas e governos, entre em contato conosco ou participe dos nossos eventos.

Para equilibrar sua estratégia, acesse nossos sites da Educação Executiva e do Alta Gestão.

Referências:

  1. Vassolo, R. S. et al.; Toward a Model of Top Management Team Strategic Leadership Development; Academy of Management Learning & Education 2026, Vol. 00, No. 00, 1–25. Toward a Model of Top Management Team Strategic Leadership Development

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João Lins

João Lins é diretor executivo da FGV In Company