A gestão de vale-transporte ainda opera, em muitas empresas, com base em processos manuais e informações antigas. O resultado aparece na prática: valores concedidos acima do necessário, rotas que não refletem o deslocamento real e dificuldade para identificar quem usa o benefício e com qual frequência.

da BenVT
Mesmo com impacto relevante na folha, o tema segue tratado de forma operacional. “Na prática, a principal ineficiência está na falta de inteligência sobre o uso real do benefício. Muitas empresas ainda operam com processos manuais, baseados em declarações desatualizadas dos colaboradores, sem validação de rota, frequência ou necessidade real”, afirma Roodney Fernandes, sócio-fundador da BenVT.
Segundo ele, esse modelo gera desperdício, distorções nos valores concedidos e dificuldade para localizar onde estão os desvios.
Custos elevados têm origem em distorções acumuladas
A redução de custos no vale-transporte passa menos por cortes e mais por correção de inconsistências. Entre os principais pontos estão créditos concedidos a quem não utiliza integralmente o benefício, rotas acima do necessário e ausência de revisão periódica.
Outro problema recorrente é a manutenção de parâmetros definidos na admissão, mesmo quando a rotina do colaborador muda. “Essa economia se sustenta quando passa a fazer parte da operação. Não depende de ações pontuais, mas de monitoramento contínuo e ajustes frequentes”, diz Fernandes.
RH ainda dedica tempo excessivo à operação
A gestão do benefício segue consumindo tempo das equipes. Compra de créditos, distribuição, conferência e conciliação fazem parte da rotina e, em muitos casos, geram retrabalho.
Esse cenário limita a atuação do RH em temas mais estratégicos. “Grande parte do tempo ainda está dedicada à operação e à correção de inconsistências”, afirma.
Benefícios entram no radar da gestão de custos
A forma de tratar benefícios corporativos está mudando. O que antes era apenas obrigação passa a ser analisado sob a ótica de custo e eficiência. “As empresas estão passando a tratar benefícios como parte da gestão”, diz Fernandes. Nesse contexto, o vale-transporte deixa de ser apenas um item administrativo e passa a integrar a discussão sobre controle de gastos e organização da operação.
Novo cenário abre espaço para mudanças no modelo

A pressão por controle e a redução de desperdícios têm impulsionado novas abordagens no mercado. A BenVT, fundada em 2026 por Roodney Fernandes e Wilson Carvalho, surge nesse contexto, com foco em organizar a gestão do vale-transporte e dos processos associados ao benefício.
Além do vale-transporte, atua na gestão de benefícios como vale-alimentação, vale-refeição e vale-combustível. O movimento reflete uma mudança mais ampla: empresas passam a buscar mais controle, menos desperdício e maior consistência na gestão de benefícios.
