Segurança digital

Empresas apostam em tecnologia da informação contra ciberataques

Em pesquisa, 46% das empresas afirmam que expandiram o investimento em TI para conter ciberataques, que aumentaram na pandemia

de Melissa Rocha em 19 de outubro de 2021

O aumento no número de casos de ciberataques levou empresas a expandir seus investimentos no setor de tecnologia da informação (TI). A conclusão é de uma pesquisa sobre o tema, feita pela Toluna, encomendada pela empresa de internet americana Akamai.

A pesquisa teve como base a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e entrevistou 400 empresas e gestores, entre julho e agosto de 2021. Os dados coletados apontam que, se por um lado a pandemia trouxe instabilidade para o mercado, e gerou a necessidade de isolamento social, por outro exigiu que elas acelerassem seus processos de segurança digital.

Do total de entrevistados, 46% afirmaram ter aumentado os investimentos em TI nos últimos meses. Além disso, 54% disseram que suas respectivas empresas revisaram os protocolos de segurança digital e adotaram novas medidas para aumentar a segurança online. Outros 23% afirmaram que pretendem aumentar o orçamento para o setor de TI o quanto antes, o que mostra o aquecimento dessa área.

Ciberataques vêm se alastrando

Para Claudio Baumann, diretor geral da Akamni na América Latina, os resultados da pesquisa refletem o salto no número de ciberataques registrados nos últimos meses, bem como a expansão desse tipo de crime.

“A maior parte desses investimentos no setor de TI das instituições tem crescido por conta do foco em segurança. A Akamai projeta um crescimento de mais de 1.400% dos ataques cibernéticos de roubo de credenciais, com alvo em território brasileiro. Os números são alarmantes, em 2019 o Brasil foi alvo de 238 milhões de ataques. Já em 2021, a projeção é de que esse número alcance a marca de 3,7 bilhões, ou seja, o que mais chama atenção é que esse crescimento de mais de 1.400% ocorreu em apenas dois anos”, destaca Baumann.

Home office tornou ambiente digital mais vulnerável

Um dos pontos observados é que esse aumento de ciberataques ocorreu paralelamente à implementação do home office. Essa modalidade de trabalho deixou as empresas mais vulneráveis, uma vez que os colaboradores passaram navegar em redes domésticas e a acessar conteúdos online, sem qualquer supervisão, podendo comprometer seus dispositivos e informações sensíveis da companhia.

Segundo Baumann, diante disso, o setor de tecnologia da informação se tornou crucial para garantir a segurança online. “O setor de tecnologia se mostrou indispensável para a continuidade dos negócios de praticamente todas as empresas. Por isso, a área de TI está em plena expansão, exigindo cada vez mais que funcionários e líderes saibam dos riscos a que estão expostos na era digital e procurem medidas efetivas para se blindar de possíveis ataques cibernéticos”, explica o diretor geral da Akami.

Retorno presencial também requer segurança

Baumann finaliza afirmando que o investimento em TI deve continuar, mesmo após o retorno das atividades presenciais. Isso porque a sofisticação de cibercriminosos tende a continuar aumentando.

“O home office acelerou a necessidade de se investir em tecnologia e proteção de dados online para qualquer companhia do mundo, e mesmo para quem voltar total ou parcialmente ao modelo presencial, essa preocupação com a segurança dos dados não deve ser afrouxada. Pelo contrário, os ataques estão cada vez mais sofisticados e mudam a todo momento, para se proteger é preciso seguir com medidas robustas de cibersegurança”, finaliza Baumann.


Leia também:

Compartilhe nas redes sociais!

Enviar por e-mail