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O trabalho temporário como ferramenta de produtividade

A possibilidade de adequar a força de trabalho de uma empresa com sua necessidade momentânea é o que define o trabalho temporário como facilitador

Desde sua criação, em meados do século passado, o trabalho temporário sempre foi e continua sendo uma excelente ferramenta para a adequação da força laboral às constantes variáveis mercadológicas e econômicas que as empresas do mundo inteiro enfrentam.

A possibilidade de rapidamente adequar a força de trabalho de uma empresa com sua necessidade momentânea é um dos principais aspectos que define que o trabalho temporário deve ser utilizado como um facilitador para as empresas no enfrentamento de suas dificuldades. 

Um quadro de colaboradores inflado, com potencial para atender a um pico de atividade que pode não ocorrer ou que pode ocorrer apenas em uma determinada época do ano, não é eficiente e torna a empresa menos produtiva. Quanto mais sazonal e pontual for esta necessidade, maior será a perda de produtividade associada a ela e maior será o índice de ociosidade da força laboral. Mão de obra excedente traz consequências que vão além das questões de produtividade e eficiência; ela pode ser a diferença entre lucro e prejuízo.

Por outro lado, um quadro de colaboradores insuficiente pode fazer com que a empresa perca pedidos, atrase suas entregas, produza menos do que o possível e, ainda pior, perca clientes. Todos sabem a consequência de deixar escapar uma oportunidade de alavancar negócios. 

Foi justamente para atender a estas necessidades que o trabalho temporário foi criado. Esta modalidade de trabalho é uma forma ágil, eficiente e legal de resolver este problema de adequação do quadro laboral às diferentes situações presenciadas pelas empresas ao longo de seu ciclo de vida. Por intermédio de uma empresa de trabalho temporário, as empresas podem ter maior flexibilidade, mobilizando e desmobilizando uma parcela de sua força de trabalho de acordo com a necessidade transitória da empresa em determinado período. 

No trabalho temporário todos ganham. As empresas, com a flexibilização e agilidade, tornando sua atividade mais produtiva. Os trabalhadores, com uma oportunidade de acesso ao mercado de trabalho de forma legal, formal e com todos os direitos garantidos por Lei. E o Governo, com o recolhimento de impostos e tributos advindos do serviço prestado pela empresa de trabalho temporário. Sem falar no aspecto social e econômico, com a redução do nível de desemprego e a melhora do poder de consumo das famílias. 

Por todos estes aspectos, o segmento do trabalho temporário ainda pode contribuir muito com as empresas e com a economia do país. É um segmento que, segundo dados da ASSERTTEM – Associação Brasileira do Trabalho Temporário, produziu mais de 2 milhões de oportunidades de trabalho formal, somente no ano de 2022. Com mais estímulo do governo, e com maior esclarecimento dos líderes empresariais, este mercado tem potencial de dobrar de tamanho no Brasil. Se comparados com inúmeros países desenvolvidos, o trabalho temporário no mercado brasileiro pode crescer mais de 100% em poucos anos, oferecendo ainda mais oportunidades de trabalho ao povo brasileiro.

Quando há notícias de que o governo pretende criar modalidades de trabalho para tentar, desta forma, reduzir o nível de desemprego no país, de certa maneira é de se lamentar o desconhecimento sobre uma Lei já existente, criada em 1974, e que, com um pequeno estímulo e maior compreensão, poderia trazer este resultado de uma forma bem mais rápida e assertiva. Com uma eventual redução da burocracia e dos encargos trabalhistas, o trabalho temporário poderia ser ainda mais utilizado pelas empresas, levando a um maior número de trabalhadores contratados formalmente, contribuindo com a previdência e, portanto, reduzindo seu déficit, contribuindo com o FGTS e assim injetando mais dinheiro para o financiamento de programas sociais e, principalmente com maior poder aquisitivo, melhorando seu poder de compra e elevando o nível de aquisições de bens e serviços. Isto poderia levar o país a um ciclo virtuoso, gerando mais trabalho e mais renda para a população.

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Alexandre Leite Lopes

Diretor Presidente da Jobcenter do Brasil e Diretor Administrativo da ASSERTTEM – Associação Brasileira do Trabalho Temporário.