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O trabalho hoje e o que esperar do novo normal

Teremos a união cada vez mais forte entre a a flexibilidade das empresas e a confiança dos funcionários

Faz quase cinco meses que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o mundo vivia a pandemia do novo coronavírus. Hoje, depois de incontáveis esforços para minimizar os efeitos do vírus, sociedades e empresas se preparam para a retomada das atividades presenciais no trabalho. Não raro nos deparamos com a expressão “novo normal” para descrever a situação que todos já vivemos.   

O desafio é como sair do confinamento compulsório e voltar às atividades de forma cuidadosa, gradual e responsável enquanto não houver uma vacina disponível. Certas medidas podem durar meses ou mesmo se tornarem permanentes, o que se caracteriza como uma verdadeira mudança de cultura organizacional em grande parte das empresas.  

Funcionário é o novo rei na era da confiança  

Até pouco tempo atrás, a discussão praticamente unânime nas companhias era sobre a transformação digital, movimento que foi acelerado, tanto que o e-commerce bateu recordes de vendas durante a pandemia. Mas a necessidade de isolamento social trouxe à tona outra questão: o home officeem larga escala.  

Para as empresas, o home office ainda é a medida mais segura para manter os trabalhadores protegidos dos riscos de contaminação. Sem uma força de trabalho saudável e produtiva, nenhuma empresa pode esperar ter sucesso, conforme alerta o estudo Perceptions on protection, produzido pela Zurich em parceria com a universidade de Oxford, que traz uma profunda reflexão sobre as mudanças e a proteção da força de trabalho, principalmente no contexto da pandemia.  

Do ponto de vista das pessoas, o trabalho em casa foi adotado em circunstâncias desafiadoras, pois muitas tiveram de aprender a equilibrá-lo com a rotina doméstica. Nesse novo normal, se as empresas desejam obter o melhor dos funcionários, devem mudar o estilo de gestão, tornando o sistema mais flexível. Considerando-se que 93% pretendem mantê-los em trabalho remoto, segundo pesquisa da consultoria Mercer Marsh Benefícios, caminhamos para uma mudança sistêmica.  

Embora especialistas tenham destacado que a produtividade no home office tem sido maior do que no escritório, o fato de as pessoas terem de conciliar o trabalho com atividades familiares leva os empregadores a terem mais flexibilidade para acomodar tanto os que desempenham bem suas funções de casa, quanto os que precisam estar fisicamente nos escritórios.  

O período da pandemia exigiu que todos dessem apoio uns aos outros diante das incertezas. Como o home office pressupõe menos controle e mais ênfase na confiança, com profissionais aprendendo a trabalhar de forma mais independente e com menos supervisão, outro efeito foi que barreiras entre colaboradores estão sendo quebradas, mesmo com a distância e com um senso de propósito comum. 

Além disso, muitas corporações estão buscando acelerar a requalificação e a reciclagem de áreas, que antes pensavam ter uma janela de 6 a 18 meses para introduzir. Isso também pode ajudar na requalificação eficaz de funcionários de um departamento para outro. 

Capital social tem unido empresas e trabalhadores no front 

Se juntas, a flexibilidade das empresas e a confiança dos funcionários, mostram-se como característica do novo normal, ambas têm sido facilitadas em grande parte pelos avanços tecnológicos alcançados neste século, combinados com a união entre os colaboradores. Tal fenômeno tem colaborado para manter unidas equipes que trabalhavam juntas antes e cujos laços se fortaleceram – ou não se quebraram – com o isolamento social, devido a um capital social que os sustenta num propósito comum. 

Até o momento, estamos tendo êxito e muito se deve a esse capital social, e a nossa busca é manter a consolidação dessa união num mundo pós-pandemia.

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Carlos Toledo

Carlos Toledo é diretor de RH da Zurich no Brasil