Por: Alexandre Leite Lopes
O Brasil vive a maior transformação do seu sistema tributário em décadas. A Emenda Constitucional 132/2023 vai substituir PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois novos tributos, o CBS e o IBS, além do Imposto Seletivo. A transição já começou: 2026 é o ano do teste de alíquota, e o novo sistema estará plenamente vigente em 2033.
Para empresas que contratam trabalho temporário ou terceirizam serviços, essa mudança não é só uma questão contábil. Ela redesenha a equação de custos do setor e reforça algo que a Jobcenter defende há mais de 40 anos: gestão eficiente de pessoas é estratégia de negócio, não apenas operação.
O que muda na prática
Hoje, o crédito tributário que uma empresa contratante pode compensar ao tomar serviços de terceiros ou de trabalho temporário é limitado. Com a reforma, as empresas tomadoras poderão se creditar do total dos tributos pagos no fornecimento desses serviços, independentemente da atividade desempenhada.
Na prática, isso significa uma redução real de 3 a 4% no custo final da operação por conta da compensação integral dos créditos. Como exemplo desta mudança, podemos citar o Imposto Sobre Serviços – ISS, que, na regra atual, é um tributo em que não existe a possibilidade de compensação na cadeia de fornecimento. Os números podem variar de acordo com a alíquota final, ainda em definição no Congresso Nacional, mas a direção da mudança é clara: mais eficiência tributária para quem usa trabalho temporário e terceirização como ferramentas de gestão.
Por que isso reforça a estratégia, não só o custo
A reforma tributária tem três premissas centrais: simplificação, transparência e não cumulatividade. Juntas, elas tendem a reduzir custos, aumentar a produtividade das empresas e diminuir a sonegação.
Mas vale reforçar um ponto que a Jobcenter destaca desde sempre: custo nunca deveria ser o único critério para decidir entre contratar temporários ou terceirizar atividades. A decisão envolve importantes aspectos como a agilidade para picos de demanda, acesso a mão de obra qualificada, maior produtividade e foco da empresa no seu core business. A reforma torna essa equação ainda mais favorável, mas a essência estratégica dessas ferramentas continua sendo a mesma.
Uma leitura essencial para quem decide
Esses e outros temas centrais para a gestão de pessoas estão reunidos na nova edição do livro “Trabalho Temporário e Prestação de Serviços a Terceiros: Aspectos Legais e Sociais”, assinado por José Carlos Buonfiglioli e Alexandre Leite Lopes. A obra, lançada desde 1995 e atualizada agora em 2025, dedica um capítulo aos impactos da reforma tributária no setor, com linha do tempo, simulações de custo e análise dos pontos ainda em discussão no Congresso.
Não é uma publicação qualquer. É fruto de mais de quatro décadas de atuação da Jobcenter, empresa que foi a primeira do setor certificada pela norma ISO 9001, detentora do Prêmio Fornecedores de Confiança desde 2008 e referência Top of Mind de RH. Um material para apoiar profissionais de RH, gestão e área jurídica na tomada de decisão em um momento de transição regulatória.
Entender hoje como a reforma tributária se aplica ao trabalho temporário e à prestação de serviços a terceiros é se antecipar às mudanças que vão moldar o custo e a estratégia de contratação nos próximos anos. A Jobcenter está trabalhando para se adequar ao novo cenário e continuar a oferecer aos seus clientes toda a segurança jurídica e operacional com a solidez que sempre a caracterizou desde sua fundação.

Alexandre Leite Lopes, Formado em Engenharia Mecânica com pós-graduação em Administração e Marketing, Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, trabalhou em multinacionais como LLoyds Bank e Ford Motors. Atualmente é Diretor Presidente da Jobcenter do Brasil e Diretor Administrativo Financeiro da Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário).
