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Reforma tributária: o que muda para quem contrata trabalho temporário e terceirização de serviços

de Alexandre Leite Lopes em 19 de agosto de 2026
Senior people consulting with their financial banker about retirement plans, focusing on securing their financial future. Receiving professional advice for income and pension.

Por: Alexandre Leite Lopes

O Brasil vive a maior transformação do seu sistema tributário em décadas. A Emenda Constitucional 132/2023 vai substituir PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois novos tributos, o CBS e o IBS, além do Imposto Seletivo. A transição já começou: 2026 é o ano do teste de alíquota, e o novo sistema estará plenamente vigente em 2033.

Para empresas que contratam trabalho temporário ou terceirizam serviços, essa mudança não é só uma questão contábil. Ela redesenha a equação de custos do setor e reforça algo que a Jobcenter defende há mais de 40 anos: gestão eficiente de pessoas é estratégia de negócio, não apenas operação.

O que muda na prática

Hoje, o crédito tributário que uma empresa contratante pode compensar ao tomar serviços de terceiros ou de trabalho temporário é limitado. Com a reforma, as empresas tomadoras poderão se creditar do total dos tributos pagos no fornecimento desses serviços, independentemente da atividade desempenhada.

Na prática, isso significa uma redução real de 3 a 4% no custo final da operação por conta da compensação integral dos créditos. Como exemplo desta mudança, podemos citar o Imposto Sobre Serviços – ISS, que, na regra atual, é um tributo em que não existe a possibilidade de compensação na cadeia de fornecimento. Os números podem variar de acordo com a alíquota final, ainda em definição no Congresso Nacional, mas a direção da mudança é clara: mais eficiência tributária para quem usa trabalho temporário e terceirização como ferramentas de gestão.

Por que isso reforça a estratégia, não só o custo

A reforma tributária tem três premissas centrais: simplificação, transparência e não cumulatividade. Juntas, elas tendem a reduzir custos, aumentar a produtividade das empresas e diminuir a sonegação.

Mas vale reforçar um ponto que a Jobcenter destaca desde sempre: custo nunca deveria ser o único critério para decidir entre contratar temporários ou terceirizar atividades. A decisão envolve importantes aspectos como a agilidade para picos de demanda, acesso a mão de obra qualificada, maior produtividade e foco da empresa no seu core business. A reforma torna essa equação ainda mais favorável, mas a essência estratégica dessas ferramentas continua sendo a mesma.

Uma leitura essencial para quem decide

Esses e outros temas centrais para a gestão de pessoas estão reunidos na nova edição do livro “Trabalho Temporário e Prestação de Serviços a Terceiros: Aspectos Legais e Sociais”, assinado por José Carlos Buonfiglioli e Alexandre Leite Lopes. A obra, lançada desde 1995 e atualizada agora em 2025, dedica um capítulo aos impactos da reforma tributária no setor, com linha do tempo, simulações de custo e análise dos pontos ainda em discussão no Congresso.

Não é uma publicação qualquer. É fruto de mais de quatro décadas de atuação da Jobcenter, empresa que foi a primeira do setor certificada pela norma ISO 9001, detentora do Prêmio Fornecedores de Confiança desde 2008 e referência Top of Mind de RH. Um material para apoiar profissionais de RH, gestão e área jurídica na tomada de decisão em um momento de transição regulatória.

Entender hoje como a reforma tributária se aplica ao trabalho temporário e à prestação de serviços a terceiros é se antecipar às mudanças que vão moldar o custo e a estratégia de contratação nos próximos anos. A Jobcenter está trabalhando para se adequar ao novo cenário e continuar a oferecer aos seus clientes toda a segurança jurídica e operacional com a solidez que sempre a caracterizou desde sua fundação.

Alexandre Leite Lopes, Formado em Engenharia Mecânica com pós-graduação em Administração e Marketing, Conselheiro de Administração formado pelo IBGC, trabalhou em multinacionais como LLoyds Bank e Ford Motors. Atualmente é Diretor Presidente da Jobcenter do Brasil e Diretor Administrativo Financeiro da Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário).

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