Remuneração

Levantamento revela ranking mundial de salários mínimos e carga horária de trabalho

Mínimo brasileiro é um dos piores do mundo e trabalhador do Brasil perde tempo de descanso e socialização no trânsito, aponta levantamento

de Redação em 5 de janeiro de 2022
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Levantamento divulgado pela plataforma de descontos CupomValido.com.br  reuniu dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e World Bank sobre a remuneração e trabalhadores ao redor do mundo. Salário mínimo do Brasil aparece como o segundo pior do globo, atrás da Rússia e à frente, apenas, do México.

Também foram compilados dados sobre a carga horária dos profissionais, revelando que tempo médio semanal de trabalho do brasileiro é de 39,5 horas (dado que se mantém o mesmo de outros levantamentos realizados nos últimos anos). Carga de trabalho de países europeus tende a ser menor, ficando, em geral, entre 29 e 36 horas trabalhadas semanalmente.

Ainda segundo dados apurados pela CupomValido.com.br, 28,7% dos trabalhadores mexicanos ficam mais de 50 horas por semana nos escritórios, com o país apresentando alta carga horária de trabalho.

China, por sua vez, tem carga horária semanal 80% maior que a do Brasil – oficialmente o país adota uma jornada de 40 horas semanais, mas pratica com frequência o “sistema 996”, em que o trabalhador inicia o expediente às 9 da manhã e finaliza somente às 9 da noite, por 6 dias na semana, totalizando 72 horas trabalhadas semanalmente .

Valor/ hora

Para calcular o valor/ hora médio do trabalho ao redor do mundo, o levantamento considerou o dólar como moeda base, e os salários foram ajustados pela paridade do poder de compra.

O salário mínimo médio no Brasil, foi de U$2,2 por hora, ficando atrás do Chile (U$3,3/hora) e Colômbia (U$2,9/hora) na comparação exclusiva com outros países da América Latina.

Mão empilhando moedas numa mesa, com outros elementos do trabalho com finanças

Menos hora vaga

A menor carga horária semanal no Brasil não proporciona exatamente um maior tempo livre de qualidade. Ela acaba se revertendo em tempo de trajeto e transporte, fazendo com que as horas reservadas a comer, dormir, socializar e divertir-se fiquem abaixo do dispensado em outras localidades – 14,6 horas para o brasileiro versus 15 horas registradas em países da OCDE.

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